Feridas nas pernas - como tratar?
- Dr Rafael

- 25 de abr. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de mai. de 2022
A maioria das pessoas ao longo da vida acaba ferindo o pé ou a perna de uma maneira ou de outra. De forma geral, esses machucados costumam fechar em poucos dias ou, no máximo, semanas. Mas o quê fazer em caso de feridas que não cicatrizam, ou mesmo que aparecem espontaneamente, sem mais nem menos?
Vale à pena chamar a atenção para uma informação estatística importante: aproximadamente 90% das feridas de pernas e pés que não fecham são decorrentes de problemas circulatórios. Dentre eles, destaca-se a doença venosa (decorrente de varizes ou sequelas de trombose venosa, por exemplo), seguida da doença arterial (entupimento dos vasos por placas de cálcio e colesterol), além da microvasculopatia do diabetes. Ou seja, a maior parte das feridas demanda uma avaliação voltada para a melhoria da circulação, ou seja, da causa do problema. Causas não vasculares são mais raras, demandando investigações adicionais.

Quando estamos diante de uma ferida sem cicatrização adequada, primeiro temos que nos certificar de que os cuidados locais estão adequados. A maioria das pequenas feridas traumáticas (ou seja, cortes e abrasões, os famosos "ralados") só precisa de higienização diária com água e sabão, além de um ambiente protegido da sujidade. No entanto, em alguns casos seu médico pode lançar mão de algum tipo de material especial, também chamado de cobertura ou pomada, para acelerar o processo.
Se mesmo com cuidados adequados a ferida não apresenta a cicatrização esperada, deverá ser feita uma avaliação médica especializada, especialmente na presença do seguintes achados:
Dor intensa na ferida ou no restante do pé, mesmo fora da troca de curativo;
Tecidos desvitalizados (necrose), geralmente pálidos ou em forma de cascas pretas;
Sinais de inflamação e infecção, como calor, vermelhidão, saída de pus ou febre;
Inchaço, escurecimento ou endurecimento da pele ao redor;
Presença de veias dilatadas nas pernas (varizes).


Se você tem uma ferida parecida com o que foi descrito nesse artigo, procure a ajuda de um cirurgião vascular. Após o diagnóstico correto da ferida, as chances de cicatrização (além da prevenção da recorrência da ferida) aumentam substancialmente.
O mais importante é não deixar os cuidados com a ferida para depois!
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Rafael Carvalho - CRM 68227
Cirurgião Vascular e Endovascular
Ultrassonografista Vascular




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